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Roteiro Espírito Santo: 6 dias entre praias, montanhas e sabores capixabas

Se você procura um destino brasileiro que reúne litoral vibrante, montanhas imponentes, boa gastronomia e cultura viva, este roteiro Espírito Santo de 6 dias é ideal para você. Eu fiz essa viagem recentemente e me surpreendi com tudo que o estado tem a oferecer. O Espírito Santo ainda é pouco explorado por muitos viajantes, mas guarda preciosidades que vão de praias escondidas a vilarejos com charme europeu.

Neste guia, vou compartilhar meu roteiro real, com sugestões práticas, dicas sinceras, valores atualizados e um toque pessoal. Tudo o que eu gostaria de ter lido antes de ir.

Dias 1 e 2 – Vitória e Vila Velha: história, mirantes e moqueca capixaba

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O que fazer em Vitória

Minha viagem começou por Vitória, uma capital organizada e cheia de história. Logo de manhã, fui até o galpão das Paneleiras de Goiabeiras, onde artesãs mantêm viva a tradição de produzir as autênticas panelas de barro usadas na moqueca capixaba, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. As panelas são moldadas à mão com barro retirado do manguezal e depois queimadas com tanino (casca de árvore), dando aquela cor escura típica.

Depois fui curtir um pouco o clima de praia na Curva da Jurema, que tem mar tranquilo e um visual bonito. Em seguida, segui para o centro histórico, onde visitei:

  • Palácio Anchieta: sede do governo estadual, o palácio foi construído sobre as ruínas de um colégio jesuíta fundado por José de Anchieta em 1551. A vista da Baía de Vitória é linda e o interior guarda exposições e acervos históricos.
  • Palácio da Cultura Sônia Cabral: também conhecido como “Palácio Rosado”, por sua cor vibrante, foi sede da Assembleia Legislativa até 2005 e hoje abriga exposições de arte e eventos culturais.
  • Catedral Metropolitana de Vitória: em estilo neogótico, começou a ser construída em 1920 e só foi finalizada em 1970. Seus vitrais e a arquitetura interna são de cair o queixo.
  • Capela de Santa Luzia: considerada a construção religiosa mais antiga do Espírito Santo, datada de 1537. Fica em frente à baía e tem uma fachada simples, mas histórica.
  • Convento São Francisco: as ruínas são o que restou do antigo convento erguido no século XVI. O local é cercado de mistério, com várias lendas sobre fantasmas e batalhas entre colonos e indígenas.

Almoço: fui ao Restaurante Atlântica experimentar a famosa moqueca capixaba com peixe dourado e camarão. Serve até três pessoas e custou R$ 260. Valeu cada centavo.

No final da tarde, fui até a Ilha do Frade, onde conheci a Praia dos Barcos e a Praia das Galinhas, cantinhos tranquilos e ótimos para fechar o dia. Antigamente o local era uma vila de pescadores, hoje abriga grandes casarões e belas mansões.

Veja também – Onde comer no Espírito Santo: bares e restaurantes imperdíveis

O que fazer em Vila Velha

No segundo dia, fui conhecer Vila Velha, do outro lado da terceira ponte. Comecei pelo clássico: o Convento da Penha, fundado em 1558 por Frei Pedro Palácios. É uma das igrejas mais antigas do Brasil ainda em funcionamento, e está localizada a 154 metros de altitude, com uma vista incrível da Baía de Vitória.

A subida pode ser feita a pé (cerca de 15 minutos) ou de van (R$ 7 ida e volta). No caminho, você passa pela gruta onde o Frei Pedro vivia antes da construção do convento. Lá dentro, o altar barroco e a imagem de Nossa Senhora da Penha chamam a atenção pela delicadeza.

Depois, caminhei pela orla da Praia da Costa, uma das mais conhecidas do estado. Mar calmo, faixa de areia larga e calçadão perfeito para caminhar ou pedalar.

Em seguida, visitei o Farol de Santa Luzia, inaugurado em 1871 por Dom Pedro II. Ele foi importado da Escócia e tem 12 metros de altura. O farol ainda está em funcionamento e o visual de lá é sensacional.

Ali perto está a Praia Secreta, uma enseada pequena escondida entre pedras. Não tem estrutura, mas é perfeita para um mergulho.

Fechei o dia com uma trilha até o Morro do Moreno, com vista panorâmica da região. Lá de cima, dá para ver o Convento da Penha de um ângulo único.

Dia 3 – Guarapari: praias para todos os gostos

No terceiro dia, aluguei um carro e fui até Guarapari. A cidade tem muitas praias boas, com estilos bem diferentes entre si.

Passei pelas principais:

  • Praia do Morro: ampla, com calçadão, quiosques e ótima para famílias.
  • Praia dos Namorados: pequena, charmosa, ideal para casais.
  • Praia das Castanheiras: com sombra natural das árvores e mar calmo.
  • Praia da Areia Preta: conhecida pelas areias monazíticas, com propriedades terapêuticas.

Me hospedei no Hotel Atlântico, com localização excelente para explorar a cidade a pé. À noite, caminhei pela orla e vi muita gente praticando esportes, andando de bicicleta e curtindo a praça principal.

Dia 4 – Ibiraçu e Santa Teresa: budismo e herança italiana

Buda Gigante de Ibiraçu

Esse dia teve um deslocamento maior, porque aproveitei para visitar amigos, mas o passeio até Ibiraçu valeu a pena.

Visitei o Buda Gigante, com 35 metros de altura. A estátua impressiona, e o lugar é cercado por mata atlântica. O Mosteiro Zen Morro da Vargem só abre aos domingos (8h às 10h), então não consegui entrar, mas só ver o Buda já foi especial. O local é um centro de meditação e preservação ambiental.

Almoço: parei na Casa do Nonno, restaurante típico italiano. Pedi o prato tradicional da casa: carne de porco braseada, arroz, feijão, couve, mandioca frita e farofa, tudo isso por R$ 55,00 e serve muito bem duas pessoas.

Santa Teresa: charme europeu na serra capixaba

No fim do dia, cheguei em Santa Teresa. Fui direto ao Circuito Caravaggio, uma rota entre parreirais, igrejinhas e paisagens lindas. Depois, parei na Cervejaria Três Santas para ver o pôr do sol. Cenário perfeito para encerrar o dia.

À noite, escolhi jantar no restaurante Magazzino Fiorante, que oferece boa carta de vinhos e pizzas artesanais. Pedi uma pizza e uma garrafa de vinho (R$ 215 no total).

Dia 5 – Santa Teresa e chegada à Pedra Azul

Na manhã seguinte, visitei o Museu da Imigração Italiana, que conta a história dos colonos com acervo muito bem organizado. Depois fui caminhar pela Rua do Lazer, com lojinhas, cafés e o charme do interior.

De lá, segui para Pedra Azul, na região de Domingos Martins. No caminho, almocei no restaurante Travoletta, usando o aplicativo Duo Gourmet, que tem o benefício “pague 1, leve 2”. Use o meu cupom de R$ 50 na assinatura anual, sempre economizo assim nas viagens.

Me hospedei no Aroso Paço Hotel, que tem piscina aquecida com vista para a Pedra Azul. Um charme!

Veja aqui o guia completo de onde se hospedar no Espírito Santo

Dia 6 – Parque Estadual da Pedra Azul: trilha e mirantes

Reservei o último dia para curtir o Parque Estadual da Pedra Azul. Importante: o acesso é limitado a 150 pessoas por dia, então é necessário agendar com antecedência.

Fiz a trilha até as Piscinas Naturais, que leva cerca de 1h30. O caminho é bem sinalizado e tem vários mirantes lindos. Tem um trecho de subida com corda (150 metros), que dá um toque de aventura.

Observação: quando fui, estava em época de seca, então as piscinas estavam rasas e sujas. Mesmo assim, a vista do alto foi uma das mais bonitas da viagem.

Almoço: comi no Restaurante Lago Negro, com vista linda e comida excelente. Pedi um risoto de mignon ao molho gorgonzola (R$ 85) e um drink (R$ 30).

Na saída, fiz um passeio de quadriciclo (R$ 180 para duas pessoas) que passou por mirantes e fazendas da região. É uma ótima opção para quem quer curtir a paisagem sem fazer trilha.

Tentei visitar uma plantação de morango para fazer colheita, mas estava fechada. Também tem um lavandário por ali, que geralmente funciona aos fins de semana.

Dicas práticas para o seu roteiro Espírito Santo

Além de lindas paisagens, o Espírito Santo é um estado fácil de explorar. As cidades são próximas, as estradas são boas e a sensação de segurança é real. Se puder, alugue um carro com a Rentcars para ter liberdade e aproveitar todos os cantinhos com tranquilidade.

  • Melhor época: abril a setembro (menos chuva e clima agradável)
  • Agendamento: Parque Pedra Azul precisa de reserva antecipada
  • O que levar: tênis para trilha, roupas leves, protetor solar, água e disposição

Dica bônus: como economizar na alimentação

Se você ainda não usa o Duo Gourmet, essa é a hora. Com ele, dá pra jantar nos melhores restaurantes da sua viagem pedindo 2 pratos e pagando só 1. Eu usei durante toda minha jornada pelo Espírito Santo, e além de comer bem, economizei muito.

Use o cupom 27D148BC para ganhar R$ 50 de desconto na assinatura anual.

Conclusão: um estado que merece ser descoberto

Esse roteiro Espírito Santo foi uma grata surpresa. Em apenas 6 dias, consegui conhecer praias lindas, cidades históricas, paisagens de montanha e ainda experimentar uma gastronomia deliciosa.

Se você quer fugir dos roteiros óbvios e conhecer um estado autêntico, com cultura rica e natureza diversa, o Espírito Santo merece estar no seu radar de viagens.

Se tiver dúvidas ou quiser trocar experiências, me chama nos comentários.

Leia também: Melhores locais para comer e economizar no Espírito Santo

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